"O que vai ficar do Andrade é a alegria"

"O que vai ficar do Andrade é a alegria"

O artista, um dos mais importantes da história do cinema candango, foi sepultado ontem à tarde, no Cemitério de Sobradinho. Mais cedo, o velório reuniu amigos, familiares e a classe artística da cidade, no Cine Brasília

» ALEXANDRE DE PAULA
postado em 06/05/2019 00:00
 (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Amigos e familiares deram adeus ontem ao artista Andrade Junior. Um dos principais nomes do cinema brasiliense, ele morreu no sábado, aos 73 anos. A perda surpreendeu. Ele não tinha problemas de saúde diagnosticados e permanecia na ativa. Ao longo da manhã de ontem, o corpo do artista foi velado no Cine Brasília, palco do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, onde Andrade brilhou tantas vezes. O sepultamento ocorreu no Campo da Esperança de Sobradinho.

;O que vai ficar do Andrade é a alegria. Ele só era alegria. Era muito querido e isso deixa a gente muito reconfortado. Não consegui chorar porque ele não merece choro, ele merece alegria e saudade;, disse a mulher do artista, Talma Pereira, 70 anos.


Para o irmão Abenoen Andrade, 68, ele deu um exemplo de vida para quem quer viver de arte e ter uma carreira no meio. Abenoen lembrou momentos marcantes da carreira de Andrade Junior. ;Ele me surpreendeu quando fez Faroeste Caboclo e Terceira margem do Rio. Também era artista plástico desde criança.;

O irmão Raimundo Andrade, 69, lembra a característica agregadora do ator. "Ele era de todos, as pessoas todas ficavam com um pedaço dele. Ele vive em cada um que o conheceu. Sempre que se lembram dele, vem alegria junto. Ele era muito ativo, intenso, onde tinha gente, ele estava lá", contou.

Produções
Cearense radicado em Brasília, Andrade Junior fez carreira nos palcos e nas telonas na cidade. Batia ponto nas edições do Festival de Brasília de Cinema Brasileiro e também em produções cinematográficas candangas. Ao longo de mais de 50 anos de carreira, esteve em 100 filmes, como revelou em entrevista ao Correio, no ano passado. A primeira participação no cinema foi em Vestibular 70, de Vladimir Carvalho. Acumulou prêmios em festivais para além de Brasília, em locais como Fortaleza, São Luís e João Pessoa.

Esteve em obras premiadas em Natal, Gramado e Florianópolis. Entre as produções mais celebradas de que fez parte, estão Rosinha, de Gui Campos, em que atuou ao lado de João Antônio e Maria Alice Vergueiro, e com o qual conquistou mais de 40 prêmios em festivais pelo país; A repartição do tempo, de Santiago Dellape, que chegou a circular no Brasil no circuito comercial; Fuga de Natal, outro projeto de Campos, dessa vez, voltado para a exibição na Rede Globo, em 2018; e uma participação em Faroeste Caboclo, de Renê Sampaio. Andrade Júnior tinha características marcantes e que fizeram dele uma lenda em Brasília.



Erramos

; Diferentemente do publicado na edição de ontem, o ator tinha 73 e não 74 anos











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