Israel decide manter "ataque maciço" a Gaza

Israel decide manter "ataque maciço" a Gaza

postado em 06/05/2019 00:00
 (foto: Mahmud Hams/AFP )
(foto: Mahmud Hams/AFP )



Depois de Israel ter sido alvo de mais de 600 foguetes lançados por extremistas islâmicos a partir do território palestino da Faixa de Gaza, ao longo do fim de semana, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou ontem que as Forças Armadas mantenham os bombardeios maciços ; aéreos e de artilharia ; contra posições e instalações dos grupos Hamas e Jihad Islâmica. A nova escalada de violência na região deixava até a noite de ontem o saldo acumulado de 23 mortos, sendo quatro israelenses (todos civis) e 19 palestinos, entre eles dois bebês e uma mulher grávida.

;Instruí o Exército a continuar seus ataques em massa contra elementos terroristas da Faixa de Gaza e ordenei o envio de reforços com tanques, artilharia e tropas;, declarou o premiê israelense durante a reunião semanal de ministros ; o domingo é o primeiro dia útil da semana judaica. As quatro vítimas israelenses foram registradas nas cidades de Ashkelon e Ashdod, no sul do país, duas das localidades mais afetadas pela saraivada de foguetes lançados pelos militantes palestinos desde a madrugada de sábado. Eles alegaram que respondiam à morte de quatro manifestantes, na véspera, em confrontos com a polícia de fronteira de Israel.

Entre os mortos do lado palestino estão ao menos seis combatentes do Hamas. Um deles, Hamad al-Jodori, 34 anos, era um dos comandantes do braço armado do movimento, a milícia Izzed-din al-Kassem. De acordo com os porta-vozes militares israelenses, cerca de 220 ;alvos militares; teriam sido atingidos na Cidade de Gaza e em Rafah, na fronteira entre o território palestino e o Egito. O sistema antimísseis israelense Iron Dome teria intercepatado dezenas de foguetes palestinos, mas não pôde evitar que vários deles alcançassem áreas civis, deixando dezenas de feridos e causando danos em residências e outras instalações civis.




Como parte das represálias e como medida de segurança, o governo israelense fechou desde sábado todas as passagens na fronteira terrestre com a Faixa de Gaza. A faixa marítima aberta para a atividade pesqueira dos palestinos no litoral do Mediterrâneo, patrulhada por Israel, foi restringida. De acordo com os militares, a decisão tem por objetivo impedir o ingresso de armas para os combatentes do Hamas e da Jihad Islâmica, ambos movimentos contrários à paz com o Estado judeu.

O temor de um novo conflito armado entre Israel e os extremistas palestinos provocou a intercessão das Nações Unidas e da União Europeia (UE) com pedidos de contenção. O emissário especial da ONU para a questão, Nikolai Mladenov, chamou ;todas as partes; a adotarem medidas para ;acalmar a situação e retornar aos entendimentos dos últimos meses;. Ele se referia a um cessar-fogo acertado em abril, com mediação do Egito, depois de um duelo entre foguetes e artilharia travado como desdobramento de uma sequência de choques entre manifestantes palestinos e soldados israelenses. A UE pediu ;a cessação imediata; das hostilidades.

Os Estados Unidos, principais aliados de Israel, lamentaram a perda de vidas, mas ressaltaram ;o direito de Israel a execer sua autodefesa. A Turquia, por outro lado, condenou a ;agressividade sem limites; das represálias israelenses.



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Total de mortos, palestinos e israelenses

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