Novo teste mostra que não houve morte por vírus no DF

Novo teste mostra que não houve morte por vírus no DF

Exame apontou que o indígena Israel Tiago Martins não faleceu por causa da Covid-19, como a Secretaria de Saúde havia informado. Número de casos da doença no Distrito Federal subiu para 260

RENATA RUSKY SARAH PERES
postado em 29/03/2020 00:00
 (foto: Reprodução/Facebook)
(foto: Reprodução/Facebook)

Foi descartada o que seria a primeira morte em decorrência do novo coronavírus no Distrito Federal. Teste definitivo realizado pelo Laboratório Central (Lacen) revelou que o indígena Israel Tiago Martins, 40 anos, não faleceu por causa da Covid-19. A Secretaria de Saúde corrigiu a informação, na manhã de ontem, e esclareceu que o erro se deu por um desencontro de informações. No total, há 260 casos confirmados da doença no DF.

De acordo com a pasta, o equívoco ocorreu ;em virtude da indicação de suspeita da doença no atestado de óbito que, em si só, não confirma a causa morte.; O coroanavírus foi descartadao por meio de teste molecular para a detecção de Sars-Cov-2, realizado em tempo real, utilizando o protocolo de Berlim, Alemanha.

No DF, há 12 infectados em estado crítico e 12 graves. de acordo com dados divulgados ontem. Ainda segundo a pasta, do número total de pacientes com a doença, 185 estão com infecções leves e 50 prosseguem em investigação. Além disso, 120 pessoas se recuperaram ; mesmo número observado no boletim divulgado pela SES-DF na sexta-feira.

Tratamento domiciliar
A 5; Vara da Fazenda Pública e Saúde Pública do DF determinou à SES-DF, na última sexta-feira, que os 127 pacientes com problemas respiratórios internados em hospitais públicos devem receber tratamento domiciliar. A medida é decorrente de ação civil pública promovida pela Defensoria Pública do Distrito Federal e tem como objetivo evitar que os pacientes sejam infectados pelo novo coronavírus, já que o quadro deles faz com que o risco da doença seja alto.

A decisão estabelece que o DF tenha cinco dias para que estes pacientes sejam desospitalizados e incluídos ao Programa de Oxigenoterapia Domiciliar da Secretaria de Saúde. Nessa modalidade, os servidores assistem pessoas com doenças pulmonares que levam à insuficiência respiratória crônica causada por lesões pulmonares irreversíveis, como doença pulmonar obstrutiva crônica, bronquiectasia, fibrose cística e fibrose pulmonar.
Além disso, o Ministério da Saúde também exigiu que a SES-DF informe, até amanhã, o cadastro atualizado da quantidade de pessoas internadas em lista de espera para a oxigenoterapia domiciliar, o nome desses pacientes e a média mensal de novas solicitações e de oferta de vagas disponíveis para o programa. Até o fechamento desta edição, a secretaria havia se posicionado sobre o assunto.

Detentos produzirão máscaras

Detentos em ressocialização passarão a produzir máscaras descartáveis a partir de amanhã. A ação será realizada dentro da oficina de profissionalização em costura. Inicialmente, 40 internos da Penitenciária do Distrito Federal I (PDF I) farão 30 mil itens, que já teve a qualidade do material aprovada. O projeto é da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap), em parceria com empresas do Sistema S para profissionalizar os detentos.

Segundo a Funap, há um contrato com uma empresa que trabalha com costura industrial dentro dos presídios. A iniciativa da produção levou em consideração a dificuldade em se adquirir o produto no mercado. A depender da demanda, a produção pode se estender à Penitenciária Feminina e ao Centro de Internamento e Reeducação (CIR-Papuda).

Para os detentos terem permissão para a produção, a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) precisou levar o projeto à SES-DF, que validou e verificou a qualidade das peças. Na avaliação da titular da pasta, Marcela Passamani, a confecção das máscaras é importante, pois, ;além de contribuir para a ressocialização do preso, a iniciativa atende a uma demanda de mercado e significa união para benefício de toda a sociedade;, afirmou.

Uma das vertentes do projeto é que a Sejus possa adquirir as máscaras para abastecimento de unidades socioeducativas e terapêuticas. Outros órgãos e entidades públicas e privadas poderão adquirir os itens abaixo do preço encontrado no mercado. A previsão é que cada máscara seja vendida a R$ 0,45.

Música na quarentena

Alunos da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional produziram um vídeo em que tocam um arranjo da música "Heal the world" (curar o mundo, em tradução livre), de Michael Jackson. A alternativa foi uma forma de os 23 estudantes de música superarem a distância causada pela quarentena. A reprodução começa com a imagem do maestro e violinista Claúdio Cohen, que rege o grupo e ainda toca o violino. Em seguida, os instrumentistas aparecem em vídeos separados e sincronizados, ao som de violino, violas, cellos, contrabaixo, harpa, trompas, trompetes, tuba, oboé, flautas, clarinetas e percussão. O trompista Ellyas Lucas Souza e Viegas é o responsável pelo arranjo e pela edição do vídeo. "Além de nos aproximarmos como músicos, quisemos mandar uma mensagem de conforto para a sociedade, pois a música tem esse poder de unir as pessoas, emocionar e transmitir paz, mesmo em momentos difíceis como o que atravessamos;, explica.

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