Lago Paranoá vive um dia "havaiano"

Lago Paranoá vive um dia "havaiano"

Maíra Nunes
postado em 14/06/2015 00:00
 (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)


Ontem, às margens do Lago Paranoá, o Clube Naval estava em clima de Havaí. Logo cedo, antes das 8h, 32 caiaques foram para a água disputar a 5; edição da Travessia das Pontes. O percurso era longo: 45km. Enquanto os competidores passavam por cada uma das quatro pontes da cidade, os adeptos da canoa havaiana se cobriam com colares floridos e tiaras de ramos de plantas.

No cenário havaiano improvisado, com direito a canto e reza no idioma do arquipélago norte-americano, os adeptos da modalidade fizeram um ritual para abençoar as três embarcações de seis lugares recém-chegadas a Brasília. Após o devido ;batismo;, foi a vez de as nove canoas havaianas deslizarem pelo lago. Na mesma hora que elas sumiam de vista na paisagem, os primeiros caiaques terminavam os 45km, após mais de 3h30 de esforço.

Apesar de se tratar de uma das competições mais duras do calendário brasiliense de canoagem, a atmosfera era de ;boas-vindas; pela estreia das novas canoas e pela adesão, cada vez maior, de novos praticantes ; a maioria egressos de outros esportes. A servidora pública Vanessa Lopes, 37 anos, jogou futevôlei por 15 anos. Ela jamais teve contato com água antes, mas se apaixonou assim que deu as primeiras remadas.

A bióloga Lorena Lucas Sasaki, 32, por sua vez, acrescentou a canoagem a uma lista de atividades físicas que conta com escalada, ioga, capoeira, danças e muito mais. A preferência é por esportes ao ar livre. É que, como descreve a servidora pública Carla da Luz, 46, ;sempre se ganha um novo astral depois que saí do lago;. ;Quem rema de manhã cedinho vê o nascer do sol, quem opta pela tardezinha assiste a ele se pondo. É sempre uma experiência incrível;, conta Carla, que treina quatro vezes na semana.

Entre tantos encantos está a capacidade de a modalidade juntar pessoas de diferentes idades. Em um extremo está a arquiteta e designer Mônica Severo, 60 anos, que esbanja fôlego para treinar na canoa havaiana três vezes na semana e ainda praticar stand up paddle ;só para relaxar; nos fins de semana.

;Aqui tem gente de tudo que é idade, amigo de 50, 40 até 17 anos;, alegra-se Mônica. Do outro lado, está a jovem Flora de Menezes, 17, que estreou na canoagem ontem, na Travessia das Pontes, na embarcação que reúne uma turma formada por sub-20.



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