Petrobras discute plano

Petrobras discute plano

postado em 19/09/2016 00:00


A Petrobras quer equacionar logo a situação financeira. Com uma dívida líquida de US$ 103,5 bilhões avaliada em junho, a proposta de venda de ativos no Plano de Negócios 2017-2021 deve começar a ser discutida hoje no Conselho de Administração. A intenção é priorizar as despesas em operações associadas à produção de petróleo e vender participações em outras atividades, como gás, energia, biocombustíveis, petroquímica e em outras áreas em que a empresa é dominante, como refino e transporte de óleo e derivados.

Tais propostas apenas confirmam a postura da nova Presidência da estatal. Quando assumiu a Petrobras, o presidente, Pedro Parente, não negou a possibilidade de venda de ativos. Na posse, em junho, declarou que a empresa venderia ativos para evitar repasses do governo. ;Vocês conhecem a situação do Tesouro Nacional. Existe um deficit (previsto para as contas públicas) da ordem de R$ 170 bilhões. Como é que a empresa poderia pensar em contar com o Tesouro em uma situação como essa? Temos que ter realismo. Resolver essa situação passa sim pela venda de ativos;, disse à época.

O processo de venda de unidades e empresas dá continuidade ao plano iniciado em 2015. Desde então, a Petrobras fechou três operações, em um volume estimado de US$ 4,6 bilhões. Para este ano, a intenção é obter uma receita de US$ 15,1 bilhões. Se alcançado o objetivo, a negociação de operações da empresa pode antecipar a meta de redução do endividamento para antes de 2020. A estatal tem, atualmente, uma relação entre dívida e patrimônio em um nível de 63%. O mercado considera como ideal um limite de 35%.

Investimentos
Alinhado ao plano de venda de ativos, analistas especulam que a estatal também anunciará, na reunião de conselheiros, propostas de redução de investimentos para o próximo Plano de Negócios. A estimativa é de que o corte possa chegar em um valor de US$ 15 bilhões por ano. O mercado enfatiza que a empresa fará o possível para apresentar propostas ;realistas; para reverter o quadro de endividamento, uma das metas estabelecidas por Parente. A Petrobras, no entanto, não confirma a informação.


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